PIB brasileiro cresce 2,3% em 2013 e soma R$ 4,84 trilhões

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A taxa de investimento no ano de 2013 foi de 18,4% do PIB, ligeiramente acima do observado no ano anterior (18,2%)

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a soma de todas as riquezas que o país produz, registrou alta de 2,3% em 2013 em relação a 2012, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nessa comparação, o setor de agropecuária cresceu 7%, o de serviços expandiu 2% e a indústria avançou 1,3%. Em 2013, o PIB em valores correntes alcançou R$ 4,84 trilhões. O PIB per capita ficou em R$ 24.065, apresentando uma alta, em volume, de 1,4%, em volume, em relação a 2012.

Segundo o IBGE, a expansão do PIB resultou do aumento de 2,1% do valor adicionado a preços básicos e do crescimento de 3,3% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

O crescimento em volume do valor adicionado da agropecuária decorreu do comportamento de várias culturas importantes da lavoura que registraram aumento na estimativa anual de produção e ganhos de produtividade, com destaque para soja, com acréscimo de 24,3%, cana de açúcar, alta de 10%, milho, aumento de 13% e trigo, com avanço de 30,4%.

Na indústria, destacou-se o crescimento da atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, cuja taxa subiu 2,9%, puxado pelo consumo residencial de energia elétrica.

Todas as atividades que compõem os serviços registraram crescimento acumulado no ano, com destaque para o segmento de serviços de informação, com alta de 5,3%, transporte, armazenagem e correio, aumento de 2,9%, comércio, alta de 2,5%, serviços imobiliários e aluguel, que cresceu 2,3%, administração, saúde e educação pública, com acréscimo de 2,1%, intermediação financeira e seguros, expansão de 1,7% e outros serviços, que subiu 0,6%.

Na análise da demanda, o crescimento de 6,3% da formação bruta de capital fixo foi o destaque, puxado pelo aumento da produção interna de máquinas e equipamentos.

A despesa de consumo das famílias cresceu 2,3%, sendo este o 10º ano consecutivo de crescimento. Tal comportamento foi favorecido pela elevação da massa salarial e pelo acréscimo do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas. A despesa do consumo da administração pública aumentou 1,9%.

No âmbito do setor externo, tanto as exportações, que cresceram 2,5%, quanto as importações, que tiveram alta de 8,4%, de bens e serviços cresceram. Entre as exportações, destaque para produtos agropecuários; outros equipamentos de transporte; veículos automotores e refino de açúcar. Já nas importações, os destaques foram indústria petroleira; serviços de alojamento e alimentação; máquinas e equipamentos; óleo diesel e peças para veículos automotores.

A taxa de investimento no ano de 2013 foi de 18,4% do PIB, ligeiramente acima do observado no ano anterior (18,2%). A taxa de poupança foi de 13,9% em 2013 (ante 14,6% no ano anterior).

4º trimestre

Em relação ao desempenho no quarto trimestre, quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 1,9%.

Dentre as atividades que contribuem para a geração do valor adicionado, a agropecuária cresceu 2,4%. Os produtos agrícolas cujas safras são significativas no 4º trimestre e que registraram crescimento na estimativa de produção foram o trigo (30,4%), a cana de açúcar (10,0%) e o fumo (5,5%), enquanto a laranja (-14,8%) e a mandioca (-9,5%) tiveram queda.

A indústria apresentou expansão de 1,5%. Nesse contexto, a indústria de transformação teve crescimento de 1,3%. O seu resultado foi influenciado pelo aumento da produção de máquinas e equipamentos; material eletrônico e equipamentos de comunicação; outros equipamentos de transporte; perfumaria; refino de petróleo e álcool; e produtos de madeira. A construção civil também apresentou aumento no volume do valor adicionado de 2,4%, eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana apresentou crescimento de 3,4% e a extrativa mineral recuou 0,9% em relação ao último trimestre de 2012.

O valor adicionado de serviços cresceu 1,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para os serviços de informação (7,6%). O comércio (atacadista e varejista) apresentou expansão de 2,9%, seguido por administração, saúde e educação pública (2,4%), transporte, armazenagem e correio (2,2%), serviços imobiliários e aluguel (1,5%) e Intermediação financeira e seguros (1,1%). Já a atividade de outros serviços apresentou recuo de 0,6% no trimestre.

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