Dia 28 de abril, dia mundial de luta contra os acidentes e doenças do trabalho

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Dia 28 de abril não é uma data qualquer. Trata-se do Dia internacional de luta contra acidentes e doenças do trabalho. Trabalhadores de várias partes do mundo vão levantar suas bandeiras contra essa verdadeira epidemia que mata muita gente e deixa milhões de lesionados pelo mundo todo.

O dia 28 de abril foi criado no Canadá, em 1995, para lembrar o trágico acidente do trabalho ocorrido em 1969 na cidade de Farminghton nos Estados Unidos onde uma explosão em uma mina matou 78 trabalhadores e deixou centenas de feridos.

É uma forma de denunciar e dar visibilidade à gravidade de um problema que ocorre hoje em todas as empresas.

Segundo estatísticas do Ministério da Previdência Social (divulgadas no dia 04/11/2010), no ano de 2009 morreram 2.496 trabalhadores e trabalhadoras vitimas de acidentes do trabalho. Neste período tivemos 723.452 trabalhadores acidentados, aproximadamente 7 mortes por dia e nada menos que 1.982 acidentes por dia, ou seja, 83 acidentes por hora, ou ainda, 1,37 acidente por minuto no pais.

Nesta estatística não estão contabilizadas as doenças do trabalho e mortes ocorridas nos locais de trabalho.

5 mil morrem em acidentes de trabalho por dia no mundo

Essas ocorrências chegam a comprometer 4% do PIB mundial. Dos trabalhadores mortos no mundo a cada ano, 22 mil são crianças, vítimas do trabalho infantil. Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem, em média, 5 mil pessoas devido a acidentes ou doenças relacionados com o trabalho.

No Brasil, os dados oficiais se mantêm muito distantes da realidade em que vivem os trabalhadores, uma vez que as estatísticas consideram apenas os dados do mercado formal, desprezando as vítimas que não têm registro em carteira.

Outro fator que mascara a realidade é que as estatísticas se baseiam na emissão do CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), documento que a empresa deve encaminhar quando o trabalhador sofre um acidente de trabalho ou se queixa de alguma lesão por conta da função exercida.

O que acontece é que a absoluta maioria das empresas se nega a emitir o CAT, para dificultar o reconhecimento de sua responsabilidade diante da lesão sofrida pelo trabalhador.

Trabalhadores do setor de alimentação não são exceção

Entre os trabalhadores das indústrias do setor de alimentação no Vale do Paraíba a situação não é diferente. Apenas nesse ano de 2011 dois trabalhadores já perderam a vida, um terceirizado na empresa J. MACEDO e um trabalhador da AmBev que morreu no último dia 27 de março quando saia da fábrica devido às péssimas condições da estrada, uma situação que a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) da empresa vinha denunciando a mais de 3 anos.

Na AmBev são dezenas de trabalhadores, muitos deles com menos de um ano de casa, com problemas de coluna, joelhos, ombros e vários outros tipos de doenças adquiridas no manuseio de produtos químicos. Sem falar dos problemas psicológicos resultantes do assédio moral, principalmente no setor de processo e no setor do engarrafamento de cerveja, por parte da gerência e muitos supervisores.

O assédio moral hoje também é um mecanismo de opressão no serviço público. São centenas de trabalhadores e trabalhadoras que estão no caminho até do suicídio devido a esta prática nefasta dos patrões e governos.

Neste 28 de abril vamos protestar e exigir o fim das doenças e acidentes do trabalho. Vamos exigir reparação e punição aos responsáveis pela mutilação e morte dos trabalhadores e trabalhadoras.

http://www.lsr-cit.org/sindical/41-sindical/742-28-de-abril-dia-mundial-de-luta-contra-os-acidentes-e-doencas-do-trabalho-acesso 26/04/12

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