Rio terá edifício com conceito de arquitetura dinâmica

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Com um investimento de US$ 40 milhões, a Dynamic Group, empresa de arquitetura com escritórios em Londres e na Itália, terá no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro, o primeiro projeto de um centro de entretenimento que usa a tecnologia de movimento contínuo ou arquitetura dinâmica. Com nove andares e 50 metros de altura, em formato de uma bola de futebol, o local terá movimentos de rotação, que farão o seu formato mudar constantemente. A Dynamic Group afirma ter os direitos internacionais para construção de prédios desse tipo. Os recursos para a construção são da própria empresa. 

O empreendimento será erguido em um terreno próximo do estádio do Maracanã e funcionará como um museu do futebol, além de ter um “estádio virtual”, lojas, bares, restaurantes e espaços de interatividade. Tudo deverá ficar pronto até 2016, ano das Olimpíadas, no Rio, garante David Fisher, arquiteto florentino que desenvolveu a tecnologia em parceria com empresas como a DTM Modena, da área de engenharia espacial do grupo Ferrari, responsável pelo protótipo, além da alemã Bosch, que desenvolveu a tecnologia Drive System, que permite fazer todo o empreendimento girar e mudar de posição constantemente. Outras empresas participam do projeto, entre elas a Siemens, com o conceito de casa inteligente, além da dinamarquesa SGM, que atua em iluminação de LED.

“Todo o projeto de construção tem como base módulos pré-montados. Os materiais são alumínio e aço, além de outros componentes. É um empreendimento que pode ser concluído em menor tempo que um edifício tradicional. Além disso, 65% da energia é produzida pela própria estrutura, via energia solar e eólica. O eixo central, que foi desenvolvido pela Bosch na Alemanha, faz com que o prédio realmente se mova. Esse é o futuro da engenharia e da arquitetura. É o fim da construção como conhecemos”, afirma Fischer. Ele parece não se importar com a reação negativa que sua tecnologia poderá trazer para a indústria de material de construção e para as empreiteiras.

“Eu não ligo. Não estou comprando uma briga com ninguém. A missão da arquitetura não é só fazer prédios bonitos, mas ter lugares melhores para se viver. O projeto que criamos e patenteamos pode ser usando tanto em empreendimentos de alto luxo quanto em edificações populares. Aliás, nosso projeto é apresentar nossa tecnologia para a construção de casas populares no Brasil”, adianta Fischer. 

Depois do Rio, as cidades de Londres, Nova York, Madrid, Milão, Barcelona e Jacarta serão as próximas a ter um prédio-bola de futebol nos próximos anos. Fischer também pretende negociar a construção de prédios semelhantes em outras cidades brasileiras. 

No Brasil, outro projeto poderá sair do papel em breve, dessa vez para a construção de um edifício — comercial ou residencial — no Porto Maravilha, na zona portuária do Rio. Um prédio semelhante começará a ser construído ainda esse ano em Nova York. O local não foi divulgado por Fischer.

Como usa materiais específicos para a montagem dos blocos pré-moldados, a Dynamic Group vai, inicialmente, importar os produtos para o Brasil. Mas Fischer diz que uma das metas é também construir uma fábrica que desenvolva a matéria-prima necessária para a montagem dos blocos. “Vamos conversar com os governantes do estado do Rio para que a fábrica fique aqui”.

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