Excesso de candidatos para deputados

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O eleitor terá dificuldade para escolher os seus candidatos a senador e a deputados federal e estadual em São Paulo. No maior colégio eleitoral do país, 1.339 candidatos disputam as 70 vagas à Câmara Federal. No âmbito estadual, são 1.962 candidatos para 94 cadeiras. 

No Rio de Janeiro, não será fácil para os 1.034 candidatos convencerem o eleitorado que merecem ocupar uma das 46 vagas na Câmara dos Deputados. Na disputa estadual, são 1.932 concorrentes para 70 vagas.

Ao todo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza 6.646 candidatos para as 513 vagas na Câmara Federal. Nas câmaras locais, 17.022 políticos concorrem a 1.059 cadeiras. Para o Senado, onde cada estado terá direito de eleger apenas um senador, os concorrentes somam 180.

Ao todo, serão 1.599 cargos — presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais — para 141.824.607 eleitores no Brasil.

O total de candidatos registrados nos Tribunais Regionais Eleitorais para o pleito de 5 de outubro revela que não há proporcionalidade entre o tamanho do colégio eleitoral e o número de pessoas que pretendem representá-lo, tanto no Executivo como no Judiciário. 

Alagoas é o estado que possui o maior número de candidatos a governador, empatado com São Paulo, com nove concorrentes. No Amapá, são dez candidatos ao Senado, o mesmo número de concorrentes de São Paulo.

Os estados que têm o menor número de candidatos para governador são Acre, Ceará e Roraima, com quatro concorrentes. O mesmo ocorre disputa ao Senado, com exceção de Roraima, onde seis nomes disputam a única cadeira. O Acre detém o menor número de candidatos a deputado federal. São 63 nomes que disputam 8 vagas. 

Onze coligações entregaram pedidos de registro de candidatura à Presidência da República ao TSE. Ontem, terminou o prazo para que os partidos políticos se manifestem sobre o tempo a ser destinado aos candidatos no horário eleitoral gratuito de televisão, que começa em 19 de agosto. 

Os tempos foram definidos em audiência pública, na qual participaram representantes dos partidos políticos, coligações e emissoras de rádio e televisão, além dos ministros do TSE, na quarta-feira. A divisão teve como base critérios estabelecidos pela Justiça Eleitoral a partir da Lei das Eleições (9504/1997). Um terço do tempo foi distribuído igualitariamente entre todos os partidos e dois terços são proporcionais ao número de representantes na Câmara dos Deputados, considerado, em caso de coligação, o resultado da soma do número de representantes de todos os partidos políticos que a integrarem. 

Segundo a minuta do TSE, A coligação “Com a Força do Povo”, que apoia a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff ficará com 11m48s. A Coligação Muda Brasil , do principal oponente, Aécio Neves, do PSDB, terá 4m31s. A chapa de Eduardo Campos, do PSB, terá 1m49s. A minuta só será aprovada no início de agosto, quando os ministros retornarão do recesso. 

Na audiência pública, os representantes de partidos de oposição questionaram o presidente do Supremo, Dias Toffoli, quanto ao tempo destinado aos candidatos previsto na minuta. Embora tenha alegado jurisprudência, Toffoli prometeu analisar os questionamentos e submeter a decisão ao plenário. 

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV será veiculada até 2 de outubro. Nos municípios onde houver segundo turno, horário eleitoral gratuito reinicia em 11 de outubro e termina em 24 de outubro, dois dias antes do segundo turno das eleições de 2014. 

O eleitor que estiver fora do seu domicílio eleitoral nos dois turnos poderá votar para presidente e vice-presidente em seções especiais. É preciso, no entanto se habilitar na Justiça Eleitoral, informando o local em que pretende votar. Neste ano, além das capitais, os municípios com mais de 200 mil eleitores terão voto em trânsito. O prazo para habilitação termina em 21 de agosto.

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