OSI vai retirar do mercado produtos fabricados pela unidade chinesa

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O fornecedor americano de carnes OSI Group informou que vai retirar todos os produtos fabricados pela sua unidade em Xangai do mercado, um movimento para controlar os danos que atingiram as empresas de fast food em toda a China, em Hong Kong e no Japão.

As autoridades chinesas acusaram a subsidiária da empresa americana, a Shanghai Husi Food, de vender carne intencionalmente com prazo vencido para restaurantes e redes de fast food.

O órgão municipal de admnistração de alimentos de Shanghai disse que o fornecedor tinha forjado as datas de vencimento de alguns produtos, como pastéis de carne defumada, reportou no sábado a agência de notícias Xinhua. A polícia deteve cinco funcionários e a investigação continua.

“Para ajudar a reconstruir a confiança dos clientes e consumidores, bem como cooperar com o processo de investigação oficial, somos obrigados a retirar todos os produtos fabricados pela Shanghai Husi do mercado”, disse a OSI em comunicado, em seu site chinês neste sábado.

A empresa também informou que está conduzindo uma “investigação interna profunda” sobre possíveis falhas da ex e atual administrações, afirma no comunicado.

Apesar de consumidores não relatarem doenças vinculadas aos problemas da carne “vencida”, clientes de longa data, como McDonald’s, Yum Brands (controladora da Pizza Hut) e KFC, suspenderam as compras do fornecedor na semana passada. A Yum também informou que deixaria de comprar qualquer produto da OSI na China, nos EUA e na Austrália.

Outras companhias, como Seven & i Holdings, Starbucks e Burguer King também cortaram fornecimento da Husi na semana passada.

Especialistas do setor dizem que os problemas de segurança alimentar surgem com frequência na China e podem causar danos à reputação da empresa. “Você tem que reagir rapidamente a esses tipos de problemas”, disse Torsten Stocker, sócio da consultoria AT Kearney, de Hong Kong.

O FDA de Shanghai revelou que os pastéis de carne produzidos em maio de 2013 foram vendidos com a data de produção de janeiro de 2014, disse a agência Xinhua, acrescentando que a carne tem vida útil de nove meses. A Shanghai Husi vendeu 3.030 lotes de carne, disse a Xinhua, mas não foram especificados quantos hambúrgueres contêm em cada lote.

Gao Guan, vice-secretário geral da Associação de Carne da China, disse que não há inspeções regulares de processamento de carne no país asiático. Guan afirmou que a falta de regulação significa que autoridades contam com os consumidores e a mídia para a supervisão da indústria. “Na China, nem as leis nem a aplicação delas são sólidas e completas o suficiente”, disse.

Fonte:  Valor Econômico

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