Lateral do chilique já xingou técnico, árbitro e brigou em treino do Inter

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A cena foi inacreditável: no campo Fabrício recebeu cartão vermelho e nas arquibancadas a torcida entrou em estado de catarse. No dia da mentira, era tudo verdade e o lateral esquerdo do Internacional confirmou o histórico digno de bomba-relógio. Expulso por xingar os torcedores do próprio clube, ele tem uma passagem pelo Beira-Rio cheia de episódios conturbados e que ajudam a explicar a relação de ódio com a massa.

Contratado em abril de 2011, Fabrício virou titular do Inter somente em 2013, mas antes disto já se envolveu no primeiro caso de indisciplina. Na temporada de 2012, durante jogo com o Flamengo no Rio de Janeiro, xingou o técnico Dorival Júnior. O bate-boca público gerou suspensão, mesma medida aplicada agora pelos dirigentes. Menos de um mês depois, novo episódio. Substituído contra o Botafogo, o camisa seis mostrou displicência ao sair de campo e seguiu direto para o vestiário. A comissão técnica da época tomou a atitude como desrespeitosa, cobrou punição e ganhou apoio.

O jeito explosivo de Fabrício foi permeado por gols diante do Grêmio. Em 2012, no Beira-Rio, ele fez de cabeça no Gre-Nal onde Vanderlei Luxemburgo brigou com um gandula. No ano passado, o lateral repetiu a dose ao balançar as redes na Arena. Só que os deslizes continuaram e passaram a envolver novos personagens. Os árbitros Wilton Pereira Sampaio e Heber Roberto Lopes, em anos distintos, relataram em súmula xingamentos de Fabrício. Em 2012, no jogo Fluminense e Inter, o lateral chamou Sampaio de 'safado' e levou cartão vermelho após o final da partida. Em 2014, Lopes escreveu que foi xingado de 'filho da p…' e 'ladrão' durante a partida com o São Paulo, no Morumbi.

"Tenho que fechar a boca, às vezes eu falo algumas besteiras, mas é algo da minha pessoa. Sempre fui assim, minha mãe e meu pai sempre foram assim. Meus irmãos são assim. Espero mudar este ano para não ser expulso reclamando, fazendo besteira", disse em janeiro de 2014.

Também no ano passado ocorreram outras passagens disciplinares. Em um treino no CT do Parque Gigante, no mês de abril, Fabrício e Willians trocaram xingamentos após lance mais ríspido, contudo a rusga foi controlada a tempo pelo restante do elenco. Em novembro, diante do Palmeiras, o camisa seis se envolveu em lance com Bruno César. Foi agredido com um soco, mas foi expulso e se descontrolou.

"Ninguém segura ele, é totalmente extrovertido e brincalhão. Mas quando fica nervoso, fica difícil segurar. Contra o Palmeiras tentamos e não deu, nem o Abel que era como um pai para ele", lembrou o zagueiro Juan.

Todas as escapadas de Fabrício até agora foram relevadas por motivos técnicos. Em 2012 ele era a sombra de Kleber, agora aposentado. Em 2013 titular afirmado e no ano passado peça importante no jogo aérea. Lateral de força física e bom apoio, também tem na conta de perseguição da torcida atuações irregulares e falhas técnicas. Só que o ato de jogar a camisa do Colorado no chão e xingar o público extrapolou as medidas. Até segunda-feira, prazo estipulado pelo Inter para definir o futuro do jogador, a direção vai se reunir com a comissão técnica e o departamento jurídico. Irritada com a atitude, a cúpula não esconde que analisa uma rescisão. O vínculo de Fabrício vai até o final de julho de 2017, mas pode ser encerrado bem antes.

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