Brasil trilha passos para se tornar o maior exportador de alimentos do mundo – por Alan Bojanic

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Nos últimos anos o Brasil tem se destacado de maneira muito positiva no cenário internacional. O país está entre as sete maiores economias do mundo. Tem a quinta maior população global e recursos naturais abundantes e notórios. 
Paralelo a esse contexto, o Brasil também reuniu esforços importantes e significativos e avançou na redução da pobreza. E a boa notícia veio no ano passado. Pela primeira vez o país ficou fora do mapa da fome da Organização das Nações Unidas. Isso significa dizer que as políticas públicas de proteção social adotadas na última década para garantir a segurança alimentar dos brasileiros se efetivaram e apresentaram resultados. 
Os desafios não param por ai. O setor agrícola desempenha um papel importante no desenvolvimento econômico do país. Nas últimas três décadas a agricultura brasileira mais que dobrou o volume de produção (ver figura). Os efeitos foram sentidos nas diferentes áreas. O setor pecuário, por exemplo, triplicou. As exportações agrícolas e das indústrias agroalimentares totalizaram em 2013 mais de 80 bilhões de reais. 

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Atualmente o Brasil é o segundo maior exportador agrícola mundial e maior fornecedor de açúcar, suco de laranja e café. Em 2013, ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior fornecedor de soja. É ainda um grande produtor de milho, arroz e carne bovina.

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A China ultrapassou a União Europeia e configura como o mercado mais importante para as exportações da agricultura brasileira, reforçando a recente tendência de novos parceiros comerciais como países do leste da Ásia e do Pacífico, Oriente Médio e América Latina.  
Como vemos o Brasil está pronto para competir nos grandes mercados. As projeções para a próxima década são bem favoráveis. O cenário aponta para um crescimento na produtividade, mesmo com o país tendo uma retração econômica nos anos que virão. 
Cada vez mais as populações mundiais vão demandar por alimentos mais saudáveis e de elevado valor nutritivo como as frutas tropicais. Nessa seara, o Brasil é um competidor de peso e o crescimento vai favorecer os agricultores familiares, além de gerar renda e emprego no meio rural. 
Mas é importante ressaltar que a chave para o crescimento futuro do Brasil deve garantir uma produção sustentável e o bom uso dos recursos naturais. É necessário melhorar a infraestrutura, logística e transportes, desenvolver parcerias de investimentos em pesquisas, treinamentos e serviços de extensão.
O caminho já está trilhado, as sementes já foram jogadas e os resultados vão ser colhidos em médio prazo. Ser o maior exportador de alimentos do mundo representa efetivar as políticas internas que caminham nessa direção.

Alan Bojanic, representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil.

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