Marfrig tem resultado sólido a cada trimestre, diz Rial

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O diretor presidente (CEO) da Marfrig Global Foods, Sergio Rial, disse nesta segunda-feira, 12, que a companhia vem apresentando resultados consistentes a cada trimestre e comemorou o fato de ter geração fluxo de caixa livre positivo em R$ 16 milhões no primeiro trimestre, depois "de muito tempo" na história da companhia. Rial está na empresa há um pouco mais de um ano e assumiu oficialmente o cargo em janeiro. Ele ainda ressaltou que o resultado superou a sazonalidade do setor, de vendas mais fracas nos primeiros meses de cada ano.

O executivo informou que a margem Ebitda ajustada da Marfrig Global Foods no primeiro trimestre de 2014, de 8,4%, superou em 112% o piso da faixa da meta prevista para todo o ano. O índice também já corresponde a 99% do teto das estimativas da companhia, que é de alcançar uma margem de 8,5% no ano. Para ele, o resultado demonstra que "o foco do grupo na rentabilidade permanece forte". Esta é a melhor margem Ebitda apresentada pela companhia em um primeiro trimestre, frisou Rial.

Os investimentos da Marfrig no período também estão dentro do guidance estabelecido. De janeiro a março, a companhia investiu R$ 143 milhões, valor que representa 24% do total de R$ 600 milhões que a empresa planeja investir no ano.

Já a receita de R$ 4,8 bilhões no trimestre "ficou ligeiramente abaixo da meta", reconheceu Rial durante apresentação dos resultados, muito pela operação de bovinos, a Marfrig Beef. O montante representou de 23% a 21% ante a meta da Marfrig de obter de R$ 21 bilhões a R$ 23 bilhões em 2014.

O índice de alavancagem da Marfrig, medido pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos últimos 12 meses, ficou em 3,02 vezes ao final do primeiro trimestre de 2014, estável na comparação com o índice de 3,00 vezes registrado em igual período do ano passado e também em relação ao quarto trimestre, quando o múltiplo se repetiu (3x). Pela primeira vez na gestão de Sergio Rial, a companhia apresentou geração de fluxo de caixa livre a acionistas positivo em R$ 16 milhões.

"Apesar da sazonalidade do período (primeiros trimestres são geralmente mais fracos), este trimestre confirma (em linha com os dois anteriores) nossos objetivos estratégicos: expansão de margem e crescimento orgânico, sustentado por um melhor desempenho operacional nos três negócios", comenta a administração, em relatório de resultados. A dívida líquida da companhia no trimestre totalizou R$ 6,862 bilhões, queda de 3,7% na comparação com o endividamento de R$ 7,128 bilhões reportado no quarto trimestre de 2013. As despesas de vendas, gerais e administrativas da companhia somaram R$ 357 milhões entre janeiro e março deste ano, alta de 10,9% na comparação anual. No entanto, ante o trimestre imediatamente anterior o valor representa uma queda de 4,3%.

Bonds

Rial disse que a empresa continuará realizando a recompra de bonds, assim como fez nos últimos períodos. "Ainda existe espaço para fortalecer a estrutura de capital da companhia, melhorar perfil de dívida, de reduzir custo. A diminuição dos custos financeiros da companhia é real e está acontecendo", declarou.

O executivo não especificou qual bond seria recomprado, mas informou que o recurso para estas operações viria tanto da geração de caixa quanto de novas emissões de títulos de dívida, estes últimos desde que os custos façam sentido. A última emissão da companhia foi em março de um bond de US$ 275 milhões, e nos últimos 60 dias, a empresa recomprou US$ 140 milhões dos bonds de prazo de 2017 e de 2021.

Entretanto, a despesa financeira líquida alta – R$ 387,8 milhões, sendo R$ 260 milhões em efeito não-caixa – foi a principal responsável pelo prejuízo líquido de R$ 96,4 milhões dos três primeiros anos de 2014. "Tivemos alguns efeitos negativos na despesa financeira como a variação cambial passiva e término de operações de financiamento dentro do trimestre. Mas a grande parte do aumento da despesa financeira veio da variação cambial", explicou o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Marfrig Global Foods, Ricardo Florence.

IPOs

Questionado sobre a realização das ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) das subsidiárias Moy Park e Keystone, Rial disse que não há data definida, mas "estão criando a opção de fazer o IPO das duas". "O mercado financeiro na Europa está convidativo, mas a decisão de fazer ou não passa pelo valor e também os planos de aceleração dos negócios das subsidiárias.

O diretor presidente da Marfrig Global Foods, Sérgio Rial, declarou há pouco que a companhia já possui um sócio definido para a construção de uma nova fábrica de processados basicamente de carne de frango na Indonésia, sem, no entanto, revelar o nome do parceiro. "A construção da fábrica deve ter início ainda no segundo semestre de 2014 e o operacional tem início previsto para julho, agosto de 2015", afirmou o executivo durante coletiva de imprensa para comentar os resultados da empresa no primeiro trimestre deste ano.

Ainda sobre as operações internacionais da companhia, Rial comentou que no Oriente Médio a empresa ainda está em busca de sócios, mas a ideia também é ter uma fábrica local na região. "No Oriente Médio, por enquanto, só estamos explorando oportunidades." O executivo destacou que, como o mercado no Oriente Médio remunera bem, a Marfrig tem a oportunidade de aumentar a sua precificação.

"O importante é o crescimento internacional da companhia, que nos faz estar menos vulnerável a um único segmento. Mesmo num Brasil crescendo menos, o grupo continua apresentando um bom crescimento", disse aos jornalistas.

América do Sul

Em relação a subsidiária Marfrig Beef, divisão de carne bovina do grupo, Rial também afirmou que a companhia reabrirá uma das quatro plantas fechadas no início deste ano na Argentina. A reabertura, segundo ele, ocorrerá "possivelmente ainda do terceiro trimestre de 2014".

A empresa já sabe em qual unidade retomará as suas operações, mas optou por não revelar a localidade. Uma das motivações para a reabertura, de acordo com o executivo, é a demanda do país por dólares, fator que deve estimular as exportações. Já no Uruguai, a Marfrig descarta no momento a procura por novas plantas

Fonte:  O Estado de SP

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