A logística é um desafio no Brasil’

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Para ser o principal player de moda online da AL, a Dafiti investe em logística e em automação do centro de distribuição. “Estamos reagindo à chegada de players que antes focavam em segmentos como eletrodomésticos”, diz Malte Huffmann, sócio-fundador responsável pela área de marketing da Dafiti. Entre as armas, a entrega mais rápida (até no mesmo dia da compra).

A logística é um dos principais entraves do e-commerce brasileiro. O que vocês têm feito para minimizar seus efeitos?

Sem dúvida, a logística é um elemento desafiador no Brasil e em outros países. Aqui, a falta de investimentos em infraestrutura faz com que o custo logístico seja alto. Trabalhamos com Correios para chegar aos cinco mil municípios do Brasil. Mas, para baixar o custo, é bom ter concorrência. O problema é que o máximo que uma privada atende são entre 400 e 500 municípios. O que fazemos hoje é trabalhar com cerca de 15 transportadoras privadas, para criar uma rede que espelhe a dos Correios, embora a estatal ainda nos atenda.

A empresa possui um centro de distribuição no Brasil. Qual a importância dele? 

O nosso centro de distribuição, que tem mais de 30 mil metros quadrados e fica em em Jundiaí (SP), está sendo automatizado, o que vai reduzir ainda mais o prazo de entrega. A entrega no mesmo dia da compra, que hoje existe em São Paulo, será expandida para o Rio, Belo Horizonte e outras capitais.

Qual é o exatamente o modelo de negócios de vocês? 

Nosso modelo de negócio é comprar e revender. A responsabilidade de entrega e troca fica com a gente. A lei exige sete dias de prazo de troca, mas aumentamos para 30 dias. A troca é de graça, justamente para remover uma barreira que o consumidor tinha em comprar roupas na internet, que era o que fazer se não gostar ou a roupa não couber.

A Dafiti começou em calçados e expandiu o portfólio para outras categorias. Qual é a estratégia? 

A expansão para outras categorias além de roupas e sapatos foi uma decisão estratégica, porque acreditamos há grande potencial e esses segmentos são subexplorados. Pensamos em categorias que fazem sentido para o nosso negócio, como perfumes. Percebemos ainda uma evolução no mercado. Quando chegamos, em 2011, os itens de moda estavam na vigésima posição de todas as categorias de e-commerce e hoje já é a primeira. Os e-commerces, antes focados em produtos como eletrodomésticos, perceberam o crescimento e entraram no segmento. Estamos sim reagindo à chegada deles. Mas o nosso posicionamento traz vantagens. Comprar roupa não é apenas uma transação, tem a ver com o consumo de moda. Nossa missão é nos tornarmos o principal player de moda online da América Latina, vendendo produtos e também oferecendo dicas e curadoria <MC0>de moda. 

Qual a participação de cada categoria nas vendas da Dafiti?

Hoje, temos 100 mil produtos disponíveis de cerca de mil marcas. Roupas hoje representam 40% das nossas vendas e sapatos somam 50%. No mundo offline, a categoria Roupa é três vezes maior do que a de Sapatos em vendas. O que mostra espaço de crescimento, mas é difícil dizer quando vamos chegar lá. 

A Dafiti tem expandido as vendas no país? 

Não abrimos números de faturamento, mas temos 50 milhões de visitas por mês e 25 milhões de visitantes únicos. Se formos pensar, hoje 85 milhões de brasileiros têm acesso à internet, então a cada três meses cada brasileiro faz uma visita ao nosso site. É um número muito expressivo, que mostra a adesão do nosso modelo de negócio aqui.

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