JBS é maior doadora de Dilma e Aécio em julho

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A holding de alimentos JBS foi a maior doadora para as campanhas presidenciais tanto da presidente Dilma Rousseff quanto da de Aécio Neves (PSDB), seu principal adversário, segundo a primeira prestação de contas desta eleição, divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ontem à noite. A holding doou para cada um R$ 5 milhões.

Somando as doações para todos os candidatos, comitês financeiros e diretórios nacionais, a JBS já aportou R$ 53,5 milhões nesta eleição – valor superior a 2010, quando distribuiu R$ 47 milhões durante toda a campanha. A maior doação de 2014, por enquanto, foi de R$ 6,6 milhões para a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Rio de Janeiro.

A CRBS, empresa controlada pela Ambev, doou R$ 4 milhões para a campanha de Dilma e R$ 1,2 milhão para a de Aécio. Por meio de outra controlada, a Arosuco, a Ambev ficou como a principal doadora da campanha presidencial de Eduardo Campos (PSB), com aporte de R$ 1,5 milhão. Curiosamente, empresas do agronegócio reforçaram o caixa do candidato, que tem a ambientalista Marina Silva (PSB) como vice. A Cosan, a Copersucar e a JBS doaram R$ 1 milhão cada para o pernambucano.

As empreiteiras tiveram um começo mais discreto como doadoras. Por meio de duas contribuições repassadas do diretório nacional ao comitê financeiro, a construtora OAS aportou R$ 2 milhões na campanha de Aécio. Dilma recebeu R$ 1 milhão da Andrade Gutierrez, em doação registrada como um repasse do diário nacional do PT, mas que não aparece na prestação de contas do partido ao TSE.

Em uma novidade da legislação eleitoral, os partidos e comitês têm que informar a origem das doações repassadas aos candidatos, eliminando a "doação oculta".

Dilma recebeu menos doações no início da campanha deste ano do que obteve até 5 de agosto de 2010, dia anterior à prestação de contas daquele ano. A petista recebeu até agora R$ 10,1 milhões, queda de 42% em comparação com a eleição passada, quando o comitê financeiro e o CNPJ da campanha registraram entrada de R$ 17,5 milhões no caixa.

As doações para a direção nacional do PT também caíram. Em 2010, o diretório do partido recebeu R$ 7,8 milhões no início da campanha. Agora foram R$ 6,2 milhões, a maior parte repassada para a candidatura do senador Delcídio Amaral (PT) ao governo do Mato Grosso do Sul.

O tucano Aécio Neves foi o líder de arrecadação nesta primeira fase da campanha, com R$ 11 milhões para o comitê financeiro e R$ 1,4 milhão de doações feitas por meio da direção nacional do PSDB. O montante é 74,1% maior do que o arrecadado pelo ex-governador José Serra (PSDB) e seu vice, Índio da Costa (DEM), no mesmo período. As doações ao diretório nacional do PSDB também foram maiores este ano. A sigla recebeu R$ 10,7 milhões, contra R$ 5 milhões em 2010.

Já Eduardo Campos registrou R$ 8,2 milhões em doações no primeiro mês, valor próximo ao arrecadado por Marina Silva em 2010. Contudo, 77,8% das contribuições para a campanha de Marina no primeiro mês foram feitas pelo seu vice, Guilherme Leal, sócio da empresa de cosméticos Natura – e que este ano deu apenas R$ 400 mil para Eduardo.

Fonte:  Valor Econômico

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