Sem ameaças e com Felipão. Barcos renasce no Grêmio e mira novo recorde

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O Barcos de hoje em nada lembra o atacante que sofria pressão e ameaças da torcida do Grêmio ainda no princípio deste ano. Contratado em fevereiro de 2013, o argentino sofreu muito no primeiro ano e só consegue render o esperado pela direção do clube gaúcho desde a chegada de Felipão. A mudança, como do deserto ao oceano, se deve a uma série de fatores cujo técnico ex-seleção brasileira é o centro. O 'novo Pirata', agora, mira superar um novo recorde: sua melhor temporada no Brasil. 

Contratado pelo Palmeiras em fevereiro de 2012, o jogador anotou 28 gols em sua primeira temporada de futebol brasileiro. Ali conquistou os aficionados alviverdes com a conquista da Copa do Brasil. Não conseguiu, no entanto, evitar a queda para Série B. Contudo, foi um dos poucos destaques da equipe rebaixada. 
 
O ano seguinte começou no Palestra, mas logo houve a negociação com o Grêmio. E após um começo muito bom, os gols simplesmente deixaram de acontecer. Vieram as vaias e as cobranças da torcida. Períodos longos sem balançar as redes e o sentimento que terminou o ano, com apenas 13 gols pelo Tricolor, devendo uma resposta ao investimento feito. 
 
Veio 2014 e nada. Barcos marcou alguns gols no Gauchão, menos na Libertadores, e as contestações cresceram. Antes da desclassificação na Libertadores, o Pirata foi abordado duas vezes por torcedores cobrando melhor rendimento. A primeira vez após um treinamento. A segunda na concentração, na Argentina. E após a queda do time gaúcho na Libertadores, o quadro se tornou quase insustentável. Barcos foi barrado por aficionados de uma organizada no estacionamento da Arena. Discutiu, teve o carro chutado. E o que poderia empurrá-lo para uma negociação, serviu de combustível. 
 
Desde a chegada de Luiz Felipe Scolari os gols se multiplicaram. O técnico diz que a 'amizade' entre eles potencializou as características do jogador. Enquanto, sorrindo bem mais do que anteriormente por motivos óbvios, o Pirata concorda que o momento é outro. Contra o Figueirense, marcou o gol 28, igualou a promessa feita quando chegou ao Grêmio, repetiu a marca de 2012, e agora depende apenas de mais um para romper sua melhor temporada no país. Faltando sete rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, a média praticamente garante o recorde. 
 
Em alguns tópicos, a reportagem do UOL Esporte explica uma transformação de contexto que transformou vaias em aplausos e um jogador com imagem desgastada na torcida gremista o maior artilheiro estrangeiro da história do clube. 
 

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