Microsoft divulga sua estratégia para retomar espaço no mercado

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O tempo está correndo para a Microsoft. Se a demora para se adequar às novas tendências foi um dos principais motivos para que Steve Ballmer deixasse o comando da companhia, há pouco mais de um ano, a nomeação de Satya Nadella impôs um novo ritmo, que demonstra o apetite da empresa para retomar seus melhores dias. Ontem, a Microsoft deu mais um exemplo dessa urgência. Em pouco menos de quatro horas, a gigante americana fez uma série de anúncios durante a abertura do Build, seu evento anual para desenvolvedores, que acontece nesta semana em San Francisco (EUA). E o tão aguardado Windows 10 centralizou grande parte das atenções no primeiro dia da conferência, embora a data exata de lançamento do sistema não tenha sido anunciada. 

“Essa não é apenas uma versão do Windows, mas uma nova geração do Windows, que foi desenvolvida para essa era de computação mais pessoal. Nosso foco está muito mais na experiência da mobilidade, do que na mobilidade dos dispositivos”, disse Nadella. “Essa conferência é um desafio à criatividade. Queremos ter certeza de que estamos construindo pontes para que vocês possam explorar e trazer inovações às nossas plataformas”, afirmou o executivo, em um afago aos desenvolvedores, estratégicos para qualquer companhia do setor.

As ferramentas disponíveis para enriquecer o desenvolvimento de aplicações para os dispositivos equipados com o sistema operacional é um dos motes da Microsoft. “Estamos mirando uma gama ampla de dispositivos. Das telas menores às telas grandes. E até mesmo os dispositivos sem tela, dentro de conceitos como internet das coisas e do HoloLens, nosso computador holográfico portátil”, disse Terry Myerson, vice-presidente executivo de sistemas operacionais. “Nossa projeção é ter 1 bilhão de dispositivos rodando o Windows 10 em dois ou três anos após o lançamento do sistema”, completou. 

Essa abordagem passa por diversas novidades. Um dos pontos será a possibilidade de os desenvolvedores integrarem o Cortana — assistente pessoal controlado por voz — às suas aplicações, inclusive para PCs. O Windows 10 também vai abrir caminho para a exploração do HoloLens. O computador traz recursos de realidade aumentada e é composto por um óculos e um software. A tecnologia permite interagir em tempo real com hologramas em qualquer ambiente. Entre as várias aplicações potenciais, a Microsoft citou setores como construção — para a visualização de um projeto pronto, antes mesmo de sua execução —, design e educação. Walt Disney, Nasa e Autodesk são alguns dos parceiros que já estão testando esses recursos.

Outra novidade foi o anúncio oficial do nome do navegador que irá substituir o Internet Explorer. Até então conhecido como projeto Spartan, o browser foi batizado de Edge e estará disponível em todos os dispositivos equipados com o Windows 10, com funcionalidades de aprendizado de máquina para a sugestão de aplicativos e conteúdo, em busca de uma experiência mais personalizada para o usuário.

Mais que novos recursos, a oferta de ferramentas que facilitem a criação e a gestão de aplicativos é outra ponta. Nessa frente, um dos destaques foi a plataforma de aplicativos universais, que vai permitir aos desenvolvedores criar uma única aplicação que poderá ser facilmente adaptada para diferentes tipos e tamanhos de tela — dos PCs aos vestíveis, por exemplo. Da mesma forma, a Microsoft anunciou recursos para que os programadores consigam migrar rapidamente seus aplicativos desenvolvidos para Android e iOS ao Windows. Batizada de Continuum, uma outra ferramenta vai permitir que qualquer celular equipado com o Windows 10 possa se conectar a um monitor ou outra tela, e funcione, na prática, como um computador, dando mais controle ao usuário sobre o uso de seus aplicativos. A Microsoft também anunciou que irá oferecer um pacote extenso de opções de compra e pagamento pelos aplicativos, o que inclui desde cartões de crédito até acordos com operadoras para a cobrança nas faturas dos planos móveis. “Essa última vertente faz muito sentido especialmente em mercados emergentes, nos quais muitas pessoas não possuem cartões”, disse Myerson. Hoje, a empresa mantém parceria com 90 teles em todo o mundo.

 

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