Inter se frustra com medalhões e cria ‘força-tarefa’ para salvação

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A estreia do Internacional no Campeonato Brasileiro era o cenário perfeito para os reforços do Internacional de 2015 mostrarem, enfim, bom futebol. Mas o tiro saiu pela culatra. A derrota de 3 a 0 para o Atlético-PR aumentou a frustração da diretoria com Léo, Réver, Anderson e Vitinho. Para evitar uma deterioração completa deles no Beira-Rio, o Colorado iniciou uma 'força-tarefa' em seu vestiário. Um plano que conta com discurso externo moderado e reuniões informais no dia a dia.

Nas entrevistas coletivas, Diego Aguirre decidiu não analisar ninguém individualmente. A postura faz o técnico driblar comentários óbvios sobre as atuações para lá de irregulares de medalhões trazidos no começo do ano. Nomes que já perderam espaço para atletas oriundos das categorias de base e que tentam recomeçar.

"Sobre os jogadores, vou falar com eles. Uns tiveram rendimentos aceitáveis e outros não. Prefiro falar de forma individual, pois aqui estamos todos juntos. Não vou falar mal de nenhum jogador. Tenho é que tentar fazer eles melhorarem seu nível", disse o técnico. "Obviamente que as nossas expectativas, não só com o Vitinho, mas como com outros jogadores, são grandes e estamos esperando eles melhorarem para nos ajudar", completou.

Dentre os reforços trazidos no início do ano, Vitinho é o que mais destoa do restante do elenco. Diante do Atlético-PR, ele empilhou erros dos mais variados tipos. Passes, lançamentos, toque curtos e jogadas combinadas. Tanto foi assim que Aguirre sacou o camisa 12 antes dos 10 minutos da etapa final. No vestiário, o ex-prodígio do Botafogo é um dos que ouviu dos mais velhos conselhos para tentar superar a má fase.

"A gente conversa, até porque a franqueza cria uma lealdade maior. A gente cobra com certo respeito e educação. Mostrando caminhos. Às vezes a gente não está certo, mas já vivemos coisas e com grupos vitoriosos. Eu consigo sentir a energia de grupos vitoriosos e esses jovens estão tendo humildade para respeitar tudo isso. Não queremos vomitar alguma coisa só por falar, mas sim ajudar", comentou Alex. "A ideia é ser bem profissional, bem adulto, para assumir os erros. O ser humano que não confronta os erros sempre acha desculpa. E a desculpa não ajuda a crescer", acrescentou.

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